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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

P29BR 29ER DOC / A arte e o prazer de escolher uma nova bike

Um pouco de razão na emoção de decidir que modelo comprar: fatos, tendências, geometria, componentes...

Como editor do site desde o ano de 2007, até chegar aqui tive a sorte de experimentar e testar algumas centenas de bicicletas, principalmente 29ers, de diferentes marcas. Dois anos depois do começo do blog, o P29BR já contava com o patrocínio da Niner, a fábrica americana que chacoalhou o mercado a partir de meados da década passada e trouxe à luz as reais qualidades do emprego das rodas grandes nas mountain bikes.


Apesar de contar hoje com grandes players atuando no mercado nacional, o segmento de bicicletas é ainda pouco profissional no Brasil, o que me motivou a deixar o país em 2014. Com a mudança, minhas responsabilidades laborais cresceram, fui obrigado a diminuir drasticamente a frequência de atualizações no site, entretanto nunca deixei, nem deixarei, de tirar as dúvidas dos blog leitores e responder a todos os comentários e e-mails que recebo diariamente.

Durante o período em que estive com a Niner não tinha muito que me preocupar em escolher uma bike para uso pessoal, passei cinco felizes anos pedalando os excelentes modelos da marca que hoje conheço tão bem.

Vida nova, bike nova.

Sem as facilidades de um patrocínio, chegou o momento de juntar dinheiro e adquirir uma nova bicicleta, um processo que durou um par de meses, deu trabalho, mas se mostrou extremamente divertido, além de instrutivo. Sendo assim, gostaria de compartilhar a minha experiencia com os blog leitores do P29BR e quem sabe poder ajudar outras pessoas a identificar a melhor compra num universo tão variado de opções e ainda pobre em fontes confiáveis de informação em português.

Algumas definições.

No momento em que tomar a decisão de comprar uma bike nova, obviamente o primeiro ponto a ser levado em conta é o seu budget, ou seja, a quantia que quer e pode investir nessa aquisição. No meu caso, seriam cerca de 3.500 dólares. Para que tenham uma ideia, aqui no México as bicicletas custam apenas em torno de 15% mais que nos Estados Unidos, o que mesmo em época de dólar alto me abriu boas possibilidades de compra. Nem vou discutir estrutura da cadeia comercial que faz as bikes custarem tanto no Brasil, mas posso adiantar que aqui tanto a carga tributária, quando a margem dos revendedores é muito menos nefasta que em terras verde-amarelas.

Budget definido, é hora de escolher que tipo de mountain bike adquirir. Para simplificar, vou considerar três categorias principais: Cross Country, Trail e Enduro. Deixarei de lado os modelos de Downhill e Freeride que estão posicionados em um universo à parte.

Antes de continuar, creio que vale a pena uma explicação mais aprofundada sobre o "ecossitema" das bicicletas que vem evoluindo drasticamente ao longo dos anos, sendo assim, os modelos de Cross Country que antes eram representados na sua maioria por simples hardtails, conhecidas como "rabo-duro" equipadas com garfos de curso limitado, atualmente vão desde uma softail com suspensão dianteira com 100mm de curso, como a nova Trek Procaliber SL, até às bikes de suspensão integral com curso que hoje pode chegar a 120mm, com na última versão da famosa Spark da Scott.

Ao contrário do Brasil onde o mercado segue dominado pelos modelos de Cross Country e a preocupação número 1 dos consumidores ainda é o peso, no cenário internacional as Trail Bikes são hoje a bola da vez. Normalmente dotadas de suspensão integral, contam com curso variando entre 120 e 150mm, o que expande em muito os horizontes dos seus pilotos, permitindo ousar, encarar terrenos ainda mais técnicos, sem que isso represente uma perda de desempenho acentuada nas subidas ou deslocamentos. Polivalentes, são perfeitas para cicloaventuras ou mesmo para divertidamente vencer obstáculos antes intransponíveis nas suas trilhas prediletas. Como exemplos, podemos começar pela Specialized Camber, passando pela Niner RIP9, chegando até a Scott Genius. Aqui valem algumas observações, algumas hardtails mais robustas montadas com garfos de mais de 100mm de curso também se encaixam nesta categoria, bem como os novos modelos equipados com as rodas chamadas de Plus com pneus de perfil mais alto e largos, tema para o próximo post do P29BR.


Na terceira categoria, que se funde com a segunda, estão as Trail Bikes de curso ainda mais longo, acima de 150mm, que pessoalmente prefiro definir como bicicletas de Enduro, a modalidade do Ciclismo que mais cresce em número de praticantes e a cada dia incorpora mais e mais elementos do Downhill, exigindo um equipamento especializado, eficiente e resistente. No meu caso a ideia seria escolher uma bike especificamente de Enduro, ainda que me permitiria considerar também algumas Trail Bikes na minha lista de compra.

A pergunta fundamental.

Primeiras decisões tomadas, antes de partir para a escolha propriamente dita, é hora de responder a uma questão clássica e importantíssima: optar por uma bicicleta com melhor geometria ou um modelo com componentes superiores? Claro que o ideal seria adquirir uma bike com excelente geometria e os melhores componentes possíveis, entretanto no mundo real isso quase nunca é a realidade, a menos que você possa investir uma quantia considerável numa máquina top de linha, sendo assim a resposta a essa questão é simples, geometria! Componentes você pode trocar futuramente, contudo um quadro mal projetado não é algo que possa ser remediado. Apesar de sua relevância, geometria é ainda território desconhecido para muita gente e um tema pouco explorado pelas revistas ditas especializadas no Brasil.

Desde a mítica Specialized Stumpjumper, primeira mountain bike produzida em série no início da década de 1980, até os dias atuais, em especial as dimensões e ângulos entre os tubos dos quadros vem mudando progressivamente. Você não precisa ser um expert em geometria para escolher sua nova bike, entretanto é inegável a importância de saber um pouco do assunto. De fato valeria a pena ao menos conhecer as tendências do momento em termos geométricos para tentar escolher bem e garantir uma experiência ainda melhor a bordo de sua nova máquina de pedalar.

Longas e baixas.

Em um movimento talvez impulsionado pela marca espanhola Mondraker com o desenvolvimento de sua "Forward Geometry", ou algo como "Geometria Adiantada", o mais atual padrão em termos geométricos é o "Long and Low", ou seja, bicicletas mais compridas no top tube e com o central mais próximo do solo. Parece simples, mas existe todo um conceito envolvido nesse tipo de construção.

Entre as principais marcas do mercado, nos últimos anos o top tube vem crescendo seguidamente nos quadros de suas mountain bikes, em contra partida as mesas tem diminuído de comprimento, de forma que a medida conhecida como "handlebar reach", ou alcance tendo como base o guidão, pudesse continuar quase que a mesma de antes, sem grandes alterações de fit, mas com efeito positivo direto sobre a pilotagem em terrenos mais técnicos.

Em meados da década de 2000, quando apareceram as primeiras 29ers modernas, uma das principais queixas contra a adoção das rodas grandes, o propalado problema de lentidão nas manobras, foi solucionado pelos engenheiros de algumas das fábricas que se destacaram na ocasião (Niner, Intense e Felt) com a adoção de um ângulo de tubo de direção elevado, em torno dos 72 graus e mudanças no offset dos garfos. Após mais de 10 anos de evolução, hoje as mountain bikes equipadas com rodas de 29 ou 27.5 polegadas, apresentam um ângulo de direção muito mais relaxado. Traduzindo de maneira bem clara, as suspensões dianteiras trabalham mais "deitadas" e funcionam melhor. A característica que se via de forma emais extrema apenas nas bikes de DH, já é comum nos modelos de Enduro e Trail Bikes, se estendendo de maneria proporcional inclusive às bikes de XC, mais uma vez priorizando a pilotagem em condições mais técnicas. Modelos de XC top de linha como a Scott Scale 700, a Trek Procaliber SL e a Cannondale F-Si, tem em comum um antes impensável ângulo de direção na casa dos 69 graus, sem que isso afete negativamente o desempenho da bike, muito pelo contrário.

Seguindo a cadeia de alterações, com o top tube mais longo e a caixa de direção menos de pé, a distância entre eixos também cresceria, algo que seria benéfico em termos de estabilidade em altas velocidades, mas prejudicial em caso de mudanças bruscas de direção. Para aumentar a agilidade, facilitar a transferência de potência dos pedais à roda traseira e ainda proporcionar um desempenho ideal em subida, agora a tendência é diminuir o comprimento dos chain stays, tarefa tremendamente facilitada pela disseminação das transmissões de coroa única.

Finalmente, nos modelos mais modernos, principalmente entre as Trail Bikes, o movimento central e consequentemente o centro de gravidade do piloto, estão mais baixos. A maior proximidade com o solo mais vez mais facilita as tomadas de curva e a performance em trechos demandantes.

Resumindo, o top tube cresceu, a mesa e os chain stays encurtaram, os centrais estão mais baixos e os garfos um pouco mais relaxados. O ideal seria buscar uma bike que agregasse todas essas características benéficas e essa era minha missão.

Antes de continuar, um alerta. Em muitas das marcas mais econômicas de quadros e bicicletas vendidos no mercado brasileiro, a preocupação com a geometria simplesmente inexiste. Na grande maioria das vezes além de não divulgarem as medidas e ângulos dos seus quadros, esses fabricantes cometem deslizes dimensionais graves, principalmente em quadros de tamanho maior, que parecem mais adaptações de antigas mountain bikes feitas para rodas de 26 polegadas e, na minha opinião, carregam mais de uma década de atraso técnico. Sem falar em números e apenas para citar um exemplo real, há pouco tempo um amigo apareceu todo contente com sua primeira 29er de uma marca barata, supostamente ele adquiriu um quadro de tamanho grande. O top tube dessa bicicleta era menor que o encontrado em modelos equivalentes de tamanho médio de alguns dos fabricantes mais tradicionais. Ele, com seus 1.85m, seguramente está tendo uma experiência muito menos gratificante pedalando essa aberração. Não existe um bike fit mágico que capaz de resolver problemas desse naipe, portanto pesquise antes de comprar, visite lojas sérias, meça, compare e consulte um especialista se necessário.

Características e componentes chave.

Seguindo com o processo de avaliação e busca de uma nova mountain bike, para guiar sua escolha considero válido estabelecer alguns pré-requisitos em termos de componentes e características. No meu caso, queria uma 29er com suspensão integral com algo em torno de 150mm de curso, garfo Rock Shox Pike, transmissão de 1x10 ou 1x11 velocidades e rodas com aros de largura interna por volta de 30mm. Traduzindo, meu interesse era por uma bike de Enduro, equipada com a suspensão dianteira de melhor reputação no mercado e transmissão de coroa única, para completar, os aros teriam que ser largos o suficiente para proporcionar um bom "footprint" (área de contato dos pneus com o solo), além de me permitir algumas experimentações com pneus do tipo Plus.

A escolha propriamente dita.

Depois de dois meses vasculhando a internet, lojas e publicações internacionais, restringi meu universo a três modelos, todos ano 2015: A Trek Remedy 9 29, a Specialized Enduro Comp 29 e a Transition Smuggler 2.

- Trek Remedy 9 29:

* Pontos positivos:
    - uma bike recheada de itens tecnologicamente avançados;
    - sistema de suspensão ABP com montagem flutuante do amortecedor;
    - amortecedor traseiro com tecnologia RE:aktiv desenvolvido em parceria com a Penske Racing, construtora de carros de corrida;
    - cubo traseiro Boost148, mais largo, principal padrão adotado recentemente pelo fabricantes que estão lançando modelos 2016 equipados com rodas Plus size.
* Pontos negativos:
    - preço elevado.

- Specialized Enduro Comp 29:

* Pontos positivos:
    - destaque para sua geometria, além das características "longa e baixa", a marca conseguiu a proeza de construir uma 29er com chain stays de apenas 430mm;
    - o já clássico e super eficiente sistema de suspensão ativa FSR;
    - rodas Roval Fattie 29 que apresentam um peso bem interessante e ainda contam com aros de 29mm de largura interna.
    - qualidade dos componentes de marca própria, como guidão, mesa, manoplas, selim, pneus, etc.
* Pontos negativos:
    - ausência de um canote telescópico, apesar do quadro estar preparado para receber um com roteamento interno;
    - Cassette 11-36 numa transmissão 1x10. Para uma bike que não é sinônimo de leveza, sua relação original é um pouco pesada, mesmo com a inteligente escolha de uma coroa de 30 dentes no pedivela.

- Transition Smuggler 2

* Pontos positivos:
    - sistema de suspensão Giddy Up. Após a extinção da patente da Specialized para o Horst Link, outras marcas se viram livres para desenvolver sua variação para o tema. A Transition fez a lição de casa com maestria,
    - geometria interessante, ainda que a bike possua um um curso um pouco menor em relação às outras duas selecionadas.
    - cassette de 10 velocidades com um pinhão expansor de 42 dentes configurado de fábrica.
* Pontos negativos:
    - ausência de um canote telescópico;
    - rodas muito básicas.

Não é à toa que o budget foi o primeiro assunto tratado neste artigo. Exatamente por conta do valor que eu tinha disponível para gastar, precisei eliminar a Trek Remedy da minha lista de desejos. Restaram Specialized e Transition. As duas me atraiam muito, tinham seus pontos fortes e características marcantes, ambas com excelente geometria, além de um preço bem similar. Como decidir por uma delas então? Para ter uma visão melhor de cada conjunto, montei uma tabela comparativa relacionando algumas características e componentes chave. A Specialized foi melhor em 4 quesitos, a Transition em 2, com dois empates.

Bike Specialized  Enduro Comp 29  Transaiton Smuggler 2 Vencedora
Curso 160D/155T 130D/115T Specialized
Suspensão Rock Shox Pike RC 29 Rock Shox Pike RC 29 Empate
Amortecedor FOX Float CTD Evolution c/ AUTOSAG RockShox Monarch RT3 Debonair Transition
Freios Shimano Deore M-615 Ice Tech 180/160mm Shimano Deore 180mm Specialized
Pedivela SRAM X1 1000, X SYNC ring, PF30, 30T, 94mm BCD spider Race Face Ride 32t NW (175mm) Specialized
Câmbio SRAM X9 Type 2, 10 velocidades, cage medio Shimano SLX Shadow Plus GS Empate
Cassette SRAM PG-1030, 10 velocidades, 11-36 SRAM PG 1020 (11-36) +  Hive Extended Range 42t Cog Transition
Rodas Roval Fattie 29, alloy disc, 29mm de largura interna WTB Frequency STi23 c/ SRAM MTH 746 Specialized

Alguns devem estar se perguntando porque em nenhum momento mencionei o fator peso em minhas análises. Pelo fato de optar por uma bike de Enduro e pelas limitações no meu orçamento, já estava ciente que só conseguiria um modelo com quadro de alumínio pesando no total cerca de 14Kg, um número razoável para o tipo de bicicleta que buscava. No caso de contar com uma carteira mais recheada e optar um modelo de XC, valeria a pena considerar também essa variável no seu quadro comparativo.

Decisão final.

Obviamente existe muito de paixão quando alguém decide comprar uma nova bicicleta, já que é um bem que vai acompanhar seu dono por um tempo considerável, além de proporcionar inesquecíveis momentos de prazer e felicidade, por isso deve necessariamente rolar uma "química" entre o futuro proprietário e a bike eleita. O P29BR não prega uma escolha simplesmente racional num momento tão intenso, contudo a ideia é fazer os blog leitores perceberem que algumas variáveis técnicas podem ser a diferença entre uma boa bicicleta e uma bike excelente, sem que isso represente uma despesa maior, mas sim um gasto inteligente com base em critérios objetivos.


No meu caso, acabei ficando com a Specialized Enduro Comp 29. Depois de dois meses de pedal, só posso dizer que a cada dia me agrada mais essa bike. Os únicos upgrades que realizei logo de cara foram um canote telescópico, o Command Post - já nao sei mais viver sem, mesmo para o XC - e um pinhao Wolf Tooth de 42 dentes para aumentar a capacidade do cassette original.

É isso, espero ter ajudado e desejo a todos os blog leitores boas e inteligentes compras.

Keep 29eriding!

27 comentários:

  1. Que texto excelente Adil!!! Parabéns e sucesso com sua Enduro :)

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    1. Obrigado Jorge, caso tenha última dúvida é só dizer.

      Abs,

      Adil

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  2. GRande Adil, texto excelente mesmo!! Gostaria de saber sua opinião sobre o conceito da nova SPZ "Fuse". Um grande abraço e saudades do parceiro e mestre do pedal!

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    1. Olá amigo Paulo,

      Neste exato momento estou escrevendo uma matéria sobre as 27.5 Plus, nela vou falar sobre a Fuse, mas já te adiando, adorei esse modelo quando testei recentemente na Interbike. Para um uso All Mountain esse conceito de bike é quase perfeito.

      Abs,

      Adil

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  3. Texto muito bom Adil. Diferente de 99% do que leio na mídia "especializada" no Brasil. Tenho um quadro Ibis Mojo SL e pretendo montar com rodas 27.5. O que vc acha dessa Ibis como uma trail bike pra rolar rápido, com geometria de xc, mas com 140mm de curso, ágil e divertida? Acho que só tenho a ganhar adaptando as rodas 27.5, no sentido de ganhar mais velocidade sem comprometer a dirigibilidade já que esse quadro se adapta bem à conversão . A paixão tb conta muito, acho o design do quadro fantástico. Parabéns pelo blog.

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    1. Muito obrigado pelo reconhecimento Giant!

      Tenho um amigo que era proprietário de uma Ibis e também fez a conversão para 27.5. Pode ser interessante, mas não esqueça que o central vai ficar um pouco mais alto, o que pode prejudicar um pouco o comportamento da bike em curvas e na transposição de obstáculos.

      Realmente a Ibis tem um design interessantíssimo.

      Abs,

      Adil

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  4. Cara esse texto fala muito a um ciclista q quer fazer esse tipo de modificações no seu material, está de parabéns Adil. Fico compastilhando o link do post pra todos os meus amigos.

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    1. Olá Rubens, valeu demais por se interessar pelo blog!

      Abs,

      Adil

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  5. Oi Adil. Ficamos muito contentes em sua escolha ter sido uma bike Specialized. Esperamos que ela continue sempre agradando e atendendo suas expectativas descritas neste excelente artigo. Muito obrigado pelo relato. Equipe Specialized Brasil.

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  6. Adil, por que as 29 ainda pegaram no enduro? Aqui no Brasil agora a Spz só traz a Enduro 19 Elite mais cara e todo o resto é 27,5. E a Trek não traz mais a Remedy 29.

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    1. Olá Fabio,

      No Brasil o problema é um misto de preconceito dos consumidores e medo dos importadores. No país ainda se vende muita bicicleta de competição pelo peso, por isso a aposta dos revendedores é sempre pelo XC.

      Já ouvi muita gente dizer que no Brasil não existem trilhas para aproveitar o potencial de uma full suspension de maior curso, mas isso é uma enorme bobagem a meu ver.

      Abs,

      Adil

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    2. Sempre achei 29 melhor no AM do que 27,5, justamente pela roda ser maior. Mas a maioria prefere 27,5.

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  7. Vish, que texto maravilhoso!...ja li duas vozes...

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    1. Olá Evandro,

      Obrigado por ler e participar do P29BR!

      Abs,

      Adil

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  8. Boa noite,Adil. Parabéns pelo texto. Gostaria de saber qual o tamanho de aro mais apropriado 29, 27,5 ou 26 para uma pessoa de 1,60 de altura. Quero comprar uma specialized para ciclo viagens e sabe me dizer qual modelo você indicaria? Muito obrigada Cláudia

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    1. Olá Cláudia,

      Obrigado por participar do P29BR!

      Para você, considerando estatura e tipo de uso, creio que a melhor opção na linha da Specialized seria a Jynx com rodas 27.5".

      Qualquer dúvida, me escreva.

      Abs,

      Adil

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  9. Adil,
    Primeiramente, um abraço e meus parabéns, te acompanho de anos!
    Tenho um "dilema" igual ao seu. Mas o meu especificamente esta entre a SPZ Enduro e SPZ Stumpjumper, sei que tecnicamente tem grandes diferenças, mas queria lhe pedir uma "luz". As duas possuem preços no Brasil iguais praticamente(Stumpjumper carbono), e são tantas as variáveis que estou comfuso. Uma observação:ambas me atendem no quesito de uso e tipo de recurso para o que vou empregar digo: o relevo daqui (um pouco de XC e um pouco de All montais. Mas pessoalmente a duvida esta grande pois queria uma bike com grandes recursos em termos de suspensão. Agradeço se me der uma opinião.

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    1. Olá Evandro,

      Para o tipo de uso que pretender fazer, a Stumpjumper vai te atender completamente, além disso, é mais leve. Vai fundo!

      Abs,

      Adil

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    2. Obrigado pelo Retorno. Valeu!
      Pra finalizar, brevemente, na sua opinião, O que eu Perco e ganho se escolhesse a SPZ Enduro, em relação a Stumpjump?
      Mais uma vez Obrigado !

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    3. Se você não vai usar a bike em situações mais extremas, o peso mais baixo da Stumpjumper faz a diferença. Como é mais leve e tem um curso considerável, seguramente vai te atender bem.

      Abs,

      Adil

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  10. Esqueci de um detalhe. Tenho hoje uma Camber 27,5 (2016). Minha intenção e em outra bike com rodas 29'. Por isso que estou entre os modelos que citei no aro 29.

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    1. De todas as maneiras, tanto a Stumpjumper quanto a Enduro são ótimas opções para você.

      Abs,

      Adil

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  11. Oque acha da geometria das cannondale trail 4, 5 e 6 no tamanho XL. Eu tenho e curto demais porém acho que como o toptube passa dos 60cm a mesa de 100mm é grande.

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    1. Olá Rogério,

      A geometria dessa Cannondale é bem tradicional, pelo seu uso, mantém o piloto com uma postura mais elevada. O comprimento do top tube efetivo das mountain bikes com geometria mais moderna e tamanho XL é ainda bem maior que os 600mm que você menciona, de todas as formas, mesas de 100mm já estão caindo em desuso para o MTB.

      Abs,

      Adil

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  12. Adil, meu caro, estou com uma dúvida, vale a pena adquerir a Trek stache? haja vista que ela pode usar até 3 tipos de rodas e eventualmente, participaria de uma prova de mtb xc, o que vc me aconselha??? Se possível passar a resposta nesse email: carlospadherosilva@gmail.com mto obrigado brother.

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  13. A classe média falida que vive de aparências (você) conseguiu 'gourmetizar' até as bicicletas.

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